16.11.09

Best Before Full Moon


Nome: Best Before Full Moon
Data de Formação: 2006
Local de Origem (Concelho): Lisboa
Estilo: Alternativa / Folk

Ligação

Obrigado ao André Silva, da banda, que nos enviou todos os dados e a foto.
Um pequena biografia pode ser lida em sussurros.

3 comentários:

Eduardo F. disse...

A nossa viagem começa em finais de 2005, quando me apercebi da
intensidade transmitida nalgumas letras e canções folk que ouvia
então. Na altura não passava de mais um puto com uma guitarra que mal
sabia cantar. No entanto, havia algo que tinha como motivação, e era
isso que me movia. Tinha o desejo de dar continuidade às músicas que
ouvia, de conseguir provocar tão incríveis sensações nos outros como
aquelas que sentia ao ouvir certas canções. No fundo, e reduzindo a
coisa ao seu elo mais básico e quase ao sentimentalismo gratuito, o
desejo de escrever músicas que fizessem chorar. Não aquela lágrima de
crocodilo quase forçada só para dizer que sim, mas algo intenso,
profundo e adormecido durante anos em que vamos vivendo e fingindo
conhecer o sentido da vida.
Em 2007 lancei o primeiro EP, Chernobyl Heart, que, focado plenamente
no estilo homem-guitarra, trouxe à luz do dia as quatro melhores
canções, até à altura. Tudo no EP transborda simplicidade com a mesma
força com que se transmite a sinceridade. Algumas músicas desse EP são
ainda hoje bastante aplaudidas no seio da pouca divulgação que o
registo teve.
Foi também nessa altura que começaram a surgir as primeiras
composições para o CD agora apresentado.
Dois anos e meio foi o tempo que demorei a compor estes 45 minutos de
música. Foi o tempo que demorei a definir um rumo e uma direcção para
o CD e para o projecto. Foi o tempo que demorei a encontrar os músicos
certos. Foi o tempo que demorámos a construir os arranjos. Foi o tempo
que demorámos a gravar e a editar tudo. Foi o tempo que demorámos até
aqui. Ponto mais elevado desta parábola. O momento em que tudo começa.
O conceito do CD foi inspirado numa série de sonhos que me assolaram e
que fui musicando. Parecia ser um conceito bastante coincidente com a
vertente antiga do projecto. Baladas choradas, mal tocadas e mal
cantadas sobre coisas tristes, que acabavam sempre em tragédia fatal
ou amorosa. Nada de especial ou realmente novo para o panorama
musical. No entanto, algures nestes dois anos e meio, resolvi marcar a
música como prioridade máxima na minha vida, ingressando no curso de
Jazz da escola do Hot Clube de Portugal, e descobrindo a quase
totalidade dos músicos que hoje compõem a banda. Graças a eles
construímos um álbum diferente. Um álbum que vive, que respira, que é
rico em dinâmicas e que mesmo assim não perde a coerência nem por um
segundo. Cada um deles adiciona os seus condimentos à grande panela
musical que se ouve em cada música, rica em pormenores às vezes quase
imperceptíveis. Dá-nos quase a sensação de que de cada vez que pomos
os temas a tocar, o baterista sincopa a tarola de forma diferente, o
baixista faz uma linha diferente, o vocalista faz uma respiração num
local diferente.
Dreams Where We Die é constituído por 10 músicas únicas. Não foram
aplicadas fórmulas, não foram criadas músicas ao acaso. Cada uma é
sincera e trabalhada ao mais ínfimo pormenor, para satisfazer o
conceito que nos ia na mente e, ultimamente, para o prazer de quem nos
ouvisse. Tentámos ao máximo mantermo-nos no equilíbrio instável entre
o musicalmente avançado e o agradável ao ouvinte comum. Penso que na
maior parte do trabalho fomos bem sucedidos.
Neste momento trabalhamos arduamente na divulgação do trabalho via
Internet e tentamos encontrar algum apoio nos media. O CD está apenas
disponível para audição gratuita na página do myspace. No entanto,
contamos ter brevemente o registo físico para venda ao público.
Estamos também neste momento a proceder ao envio do material para
algumas editoras tanto portuguesas como estrangeiras.
Dia 28 será o concerto de apresentação do CD no teatro Ibérico em
Xabregas. Este evento será único, na medida em que levaremos a palco
todos os músicos que tiveram participação especial no CD. Será um
espectáculo que contará com cerca de 9 músicos ao invés do habitual
quarteto base.

André disse...

Obrigado pela divulgação!

Um abraço e espero que possam comparecer no dia 28!

André Silva

Eduardo F. disse...

Amigo, este espaço é vosso.

Obrigado.
:)